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Cães braquicefálicos e o calor

Ana Castro • 28 de fevereiro de 2022

O tema “cuidados com cachorros no verão” pode parecer ultrapassado e já superado. Mas, infelizmente, ainda nos dias de hoje, nos deparamos diariamente com notícias assustadoras sobre crimes de maus-tratos aos animais. Por isso, vamos dedicar este texto para falar de um tema preocupante nos dias de verão: os cães braquicefálicos.


Neste texto, responderemos perguntas como:

  • O que é braquicéfalo?
  • Como surgiram os cães braquicefálicos?
  • O que causa a braquicefalia em cães?
  • Quais são os cães braquicefálicos?
  • Quais as doenças mais comuns em cães braquicefálicos?
  • Quais os cuidados necessários com os cães braquicefálicos?


Continue acompanhando o nosso conteúdo e saiba mais!


O que é braquicéfalo?


O dicionário traduz a palavra através da seguinte explicação: 


braquicéfalo

adjetivo

  1. que apresenta o crânio pouco alongado e ovóide quanto à forma.
  2. substantivo masculino
    indivíduo braquicéfalo.


A palavra “braquecéfalo” vem do grego e significa literalmente “cabeça (céfalo) curta (brakhys)”.


Talvez o nome soe estranho para você, já que popularmente são chamados de “cães com focinho achatado”, mas com certeza você já viu alguns por aí. E, apesar de muito bonitinhos, eles são raças que sofrem bastante, principalmente no verão.


Como surgiram os cães braquicefálicos?


Antigamente, os cães possuíam suas funções práticas bem estabelecidas, e eram escolhidos pelos homens de acordo com as suas habilidades fisiológicas ou temperamento, que pudesse ser útil em atividades como:

  • Caça
  • Proteção
  • Afastar predadores
  • Farejar
  • Etc


E nessa época, não existiam tantas variedades de raças, para você ter noção,
no ano 1.800 existiam apenas 20 raças de cães. 


Porém, a sociedade experimentou um êxodo da zona rural para o meio urbano. Isso fez com que o cão perdesse a sua função prática, e passasse a ter basicamente uma função estética e, muitas vezes, de status social. 


A partir desse momento, a procriação dos cães perdeu o seu sentido funcional, e passou a ter um olhar para a estética. Foi aí que começaram a “desenvolver”, através de cruzas exóticas entre diferentes raças, diversos tipos de cães.
Nos dias de hoje, existem cerca de 400 raças diferentes de cães. 


Os braquicefálicos são espécies que também foram vítimas desses cruzamentos com objetivos estéticos, entre espécies com focinhos menores e outras espécies que tivessem o maxilar menor.


O que causa a braquicefalia em cães?


Então, complementando o tópico anterior, basicamente o que causa a braquicefalia em cães é a intervenção humana na criação de novas raças.


Quais são os cães braquicefálicos?


Existe uma lista grande de cães braquicefálicos, mas vamos listar aqui os principais e mais conhecidos:

  • Bulldog inglês
  • Boston terrier
  • Bulldog francês
  • Pequinês
  • Pug
  • Lhasa apso
  • Shar pei
  • Shih tzu
  • Staffordshire Bull Terrier
  • Boxer


Quais as doenças mais comuns em cães braquicefálicos?


Esse cruzamento genético feito através da intervenção humana, resultou em uma qualidade de vida inferior em alguns pets e doenças graves, como:


Doenças digestivas


Como a faringe e o palato não se desenvolvem conforme exigido pela espécie, é comum que esses cães tenham dificuldade para engolir comida, acompanhado de náusea.


Doenças nos olhos


Maior predisposição a doenças e inflamações oculares


Quais os cuidados necessários com os cães braquicefálicos?


Os cães braquicefálicos requerem cuidados mais específicos, e por isso é preciso analisar bem o seu perfil antes de decidir ter um.


Veja algumas dicas:


Prefira passeios mais curtos e frequentes


Devido a essa dificuldade de trocar o ar quente pelo ar frio, que mencionamos anteriormente no texto, não é recomendado que os passeios com os cães de focinho curto sejam longos, já que eles irão cansar muito mais rápido e podem passar muito mal, devido ao aquecimento do corpo.


O indicado é realizar passeios diários de até 15 minutos. Caso o seu cão tenha muita energia, opte por realizar três passeios diários de até 15 minutos. Assim você irá suprir o gasto energético do cão sem sobrecarregar a capacidade fisiológica dele.


Baixa resistência a altas temperaturas


Acima de 25°C já é uma temperatura bem elevada para a capacidade fisiológica dos cães braquicefálicos. Por isso, o ideal é que eles fiquem em ambientes com refrigeração sempre. 


Atenção aos horários dos passeios


Diretamente relacionado ao tópico anterior, cuide dos horários que irá realizar os passeios. Opte por horários mais cedo ou mais tarde, em que a temperatura já estiver mais amena.


Espirro reverso


Os espirros reversos são comuns em cães com braquicefalia. Muitas vezes, pode parecer um engasgo.


O espirro normal, consiste no ar que é empurrado para fora dos pulmões, através do nariz. Já o espirro reverso, o ar é empurrado para dentro, gerando um barulho parecido com um ronco de cão, ou um engasgo.


Caso isso aconteça, a dica é acalmar o cão e massagear a garganta. Caso ocorra muito frequentemente, busque um veterinário para fazer exames e verificar a questão.


E todos esses pontos servem para ressaltar, mais uma vez, que os cães de focinho curto requerem uma atenção diferenciada. Portanto, avalie muito bem a sua decisão antes de tomá-la! Ao adquirir um cão de focinho curto, você precisa estar ciente de todos esses detalhes.


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Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
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A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
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