Layout do blog

FIV e FELV: vírus da Imunodeficiência ("AIDS") e Leucemia felina

Ana Castro • 10 de dezembro de 2021

A FIV e a FELV felina são algumas das doenças mais comuns em gatos no Brasil. E devido ao fato de não possuírem cura, elas assustam e causam muitas dúvidas.


Então, para tentar simplificar o assunto e esclarecer dúvidas cruciais, nós preparamos este artigo completo para você.


Veja outros conteúdos relacionados:


O que é FIV felina


A FIV, sigla que vem da palavra inglesa “Feline Viral Immunodeficiency”, que significa Imunodeficiência Viral felina, também conhecida como AIDS felina, pode ser fatal se não for diagnosticada precocemente. Mas, se descoberta cedo, a doença pode ser controlada, garantindo mais qualidade e longevidade de vida ao pet.


Como é transmitida


O vírus da FIV felina pode ser transmitido de um gato para o outro por meio da saliva e do sangue, em situações como o parto, gestação através da placenta, amamentação, brigas e acasalamento, por exemplo.


Sinais Clínicos


Os sintomas e a debilidade da FIV variam de gato para gato. Durante a fase aguda, os sinais clínicos podem envolver anorexia, febre e aumento dos gânglios linfáticos.


A fase latente é assintomática.


Conforme a doença vai avançando, podem apresentar outras infecções decorrentes da baixa imunidade.


Diagnóstico e tratamento


A FIV não tem cura, mas tem tratamento que serve como suporte para garantir mais longevidade e qualidade de vida para o pet.


O diagnóstico é feito através de exames realizados por um médico veterinário.


Prevenção


Ainda não há uma vacina para prevenção da doença aqui no Brasil.


Então, o mais indicado é castrar os bichanos, assim, o comportamento agressivo e a necessidade dos gatos de irem para a rua é reduzida.


E se o bichano for testado como positivo para FIV?


A melhor coisa é mantê-lo preso dentro de casa para evitar o contágio de outros gatos.


O que é FELV


O vírus do FELV debilita todo o sistema imunológico do animal, deixando-o vulnerável a doenças infecciosas, lesões na pele, desnutrição, cicatrização mais lenta de feridas e problemas reprodutivos...


A doença tem um único agente causador: o retrovírus FELV. Sigla para Feline Leukemia Virus, que significa “vírus da leucemia felina”. Infelizmente é uma doença muito comum nos gatos, e normalmente acaba por levá-los à morte.


Como é transmitida



Por se tratar de um vírus altamente contagioso, o FELV é transmitido para os bichanos através do contato com outros gatos e objetos infectados, como: caixa de areia, potes de ração, cama, etc...


 O FELV não é transmitido para cachorros, e muito menos para os seres humanos. Mas, há alguns estudos que afirmam a possibilidade de transmissão para felinos maiores, como onças, leões e tigres, por exemplo.


Sinais Clínicos


Da mesma forma que o FIV (aids felina), o FELV (leucemia felina) tem sinais clínicos que variam muito de gato para gato, podendo apresentar:

  • Febre
  • Mal estar
  • Perda de peso
  • Anemia
  • Apatia
  • Problemas respiratórios
  • Estomatites
  • Gengivites
  • Anorexia


Ou podem permanecer assintomáticos.



Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico é feito através de exames aplicados por um médico veterinário. Há vários kits de teste rápido que detectam a proteína do vírus causador da doença (P27).


Caso o resultado seja positivo, não há cura, mas pode ser feito um tratamento para tentar prolongar a vida do pet, oferecendo qualidade de vida. 


De qualquer forma, a partir do resultado positivo, o gato precisará ficar ISOLADO da presença de outros gatos.


Tanto para resultados negativos, quanto positivos, é necessário repetir o exame depois de um certo tempo.



Prevenção


Além da vacinação, que deve ser feita após realizado o exame de FELV, a melhor prevenção é o cuidado com a higiene dos gatos e da origem dos seus alimentos.


Além disso, as consultas regulares são indispensáveis para um diagnóstico precoce, evitando a infecção de outros bichanos.


O diagnóstico precoce é a melhor forma de ajudar o pet e proteger outros animais.


Já fez o teste por aí? Fale conosco e vamos examinar o seu pet.


📲 (48) 991047478 | 🌐 www.anacastrovet.com.br



Por Ana Castro 29 de maio de 2023
MITOS E VERDADES NA DERMATOLÓGIA VETERINÁRIA
Por Ana Castro 3 de maio de 2023
Medicina veterinária e a Dermatologia como Especialidade.
Quais são as principais doenças de pele em cães e gatos?
Por Ana Castro 30 de maio de 2022
Predisposição genética, infecção por parasitas e a desinformação por parte dos tutores são alguns dos principais fatores causadores das doenças de pele em cães e gatos.
o-que-e-necessario-para-viajar-com-o-pet
Por Ana Castro 29 de abril de 2022
Você é aquele tutor que ama viajar com o pet, para levar ele junto nas suas aventuras? Então vem com a gente que esse conteúdo promete muitas dicas para você!
caes-braquicefalicos-e-o-calor
Por Ana Castro 28 de fevereiro de 2022
Os cães braquicefálicos sofrem muito, principalmente no verão. E, tendo em vista as altas ondas de maus-tratos aos animais, ainda precisamos reforçar os cuidados.
posse-responsavel-de-animais-de-estimacao-o-que-e
Por Ana Castro 22 de outubro de 2021
Na vida, sempre que topamos algum tipo de parceria, temos em mente todos os deveres e responsabilidades dos envolvidos...A posse responsável de animais de estimação é uma dessas parcerias que nós, seres humanos, firmamos com os pets.
principais-custos-veterinarios-quanto-custa-ter-um-pet
Por Ana Castro 15 de setembro de 2021
Ter um pet em casa se equipara aos custos e exigências de atenção e cuidado que uma criança requer. Leia o texto e saiba mais!
zoonoses-o-que-sao-e-quais-sao-as-mais-comuns
Por Ana Castro 23 de agosto de 2021
Apesar de ser um assunto de extrema importância, as zoonoses ainda são muito desconhecidas para a maioria dos tutores. Entenda mais agora mesmo!
Por Ana Castro 7 de julho de 2021
A leishmaniose visceral canina (LVC) Talvez você já saiba bastante sobre a leishmaniose, mas tenha ficado surpreso quando leu o título “leishmaniose canina”, afinal, essa doença em cães é realmente um pouco desconhecida para a maioria dos tutores. Mas, apesar de ser pouco falada e conhecida popularmente, a leishmaniose canina é uma doença muito séria no Brasil. Em 2017, 90% dos casos de leishmaniose canina registrados na América Latina ocorreram no Brasil, mais tarde, em 2012, foi registrada uma taxa de 7,1% de letalidade da doença no país. Pensando na importância da questão, preparamos este conteúdo para ajudar você a cuidar do seu pet. Ao longo do texto, você encontrará respostas para as seguintes questões: O que é leishmaniose canina Como prevenir a leishmaniose canina Quais são os sintomas da leishmaniose canina A leishmaniose canina tem cura? Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose Canina? Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
vacinacao-veterinaria-em-domicilio-tire-todas-as-suas-duvidas
Por Ana Castro 25 de maio de 2021
A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
Mais Posts
Share by: