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Principais custos veterinários: Quanto custa ter um pet?

Ana Castro • 15 de setembro de 2021

Introdução

Este texto é para você que caiu de paraquedas nessa vida de tutor de pet e não tem a menor ideia de quais são os principais custos veterinários que terá pela frente. Ou para você que está pensando em ter um pet e quer se planejar direitinho para isso, afinal, planejamento financeiro também faz parte de uma guarda responsável.


Antes de mais nada, quero te dizer que não é à toa que os pets são muitas vezes chamados de filhos pelos seus tutores...Ter um em casa se equipara aos custos e exigências de atenção e cuidado que uma criança requer. Mas não se apavore, há formas de tornar essa relação mais barata e sustentável, e esse é um dos principais aspectos que serão abordados ao longo deste texto.


Além disso, exploraremos os seguintes tópicos:


  • Planejamento financeiro e a Guarda Responsável
  • Vira lata x Pet de Raça: quais as diferenças dos custos veterinários
  • Custos veterinários básicos
  • Consultas anuais
  • Vacinação
  • Vermifugação
  • Alimentação
  • Custos secundários
  • Acessórios
  • Imprevistos
  • Dicas para economizar


Vamos lá?



Planejamento financeiro e a Guarda Responsável


A Guarda-responsável é um conjunto de princípios éticos estipulados por políticas públicas que traduz como deve ser a relação entre as pessoas e os animais.


Dentro desses princípios, temos um inicial que se enquadra perfeitamente no contexto desse artigo: o planejamento financeiro.


Não é novidade que realizar um planejamento financeiro é primordial para fazer qualquer tipo de decisão na vida. Mas, quando falamos de decisões emocionais, é difícil que esse ponto seja levado em consideração. Por isso, queremos ressaltar aqui que a adoção de um pet precisa ser pensada racionalmente, para que possamos diminuir os
mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados no país.


Vira lata x Pet de Raça: quais as diferenças dos custos veterinários


Quem pensa que ter um pet sem raça definida (SRD) não terá custos, está crendo em um grande mito, pois ele pode ter as mesmas doenças infectocontagiosas que um pet de raça, afinal, os dois precisam ser vacinados com as mesmas vacinas e também precisam de acompanhamento anual ao veterinário.


Então, o que muda?


Algumas raças já possuem uma predisposição para algumas doenças, como dermatites, oftalmológicas, respiratórias, colapso de traqueia, entre outras…


As raças com maior probabilidade de desenvolvimento de doenças, e consequentemente mais onerosas, por exemplo, são: Shih-tzu, Buldogue Francês / inglês, Yorkshire, Poodle e Bichon Frisé.


Mas, mesmo que em menor probabilidade, os cães sem raça também podem desenvolver problemas de pele, colapso de traqueia ou problemas articulares, porque esses animais podem ter cruza com animais de raça.



Custos veterinários básicos



É importante separarmos os custos que são essenciais para garantir uma guarda responsável, como: pelo menos uma consulta anual, vacinação, vermifugação e ração, dos custos que são secundários. Entenda mais a seguir!


Consultas anuais


Trabalhando com medicina veterinária preventiva, área que busca prevenir as doenças ao invés de tratá-las, notei que normalmente
as pessoas procuram auxílio veterinário quando os animais já estão doentes. Para muitas doenças o tratamento é simples e a doença não é grave, mas em outros casos, a doença é grave ou o tratamento é difícil, caro ou com risco de morte. Além disso, é possível que a doença seja contagiosa, colocando em risco a vida de outros animais, e até mesmo de pessoas.


Por isso, é extremamente necessário realizar um acompanhamento anual da saúde do pet.


Vacinação


A rotina de
vacinação, vermifugação e controle de pulgas e carrapatos deve fazer parte da rotina do pet, como uma forma de manutenção de sua saúde e, também, de bem-estar.


Vermifugação


Os animais estão sempre lambendo coisas sujas, e passando a língua pelo próprio corpo, por isso, é extremamente comum contraírem alguns parasitas intestinais.


Os filhotes devem ser
vermifugados pela primeira vez com 30 dias de vida, e os custos podem variar entre R$ 30 e R$ 150, tudo isso depende do medicamento e da clínica.


Além disso, o ideal é que o pet seja
vermifugado cerca de três vezes ao ano.


Ração e Alimentação


As rações podem ter um custo muito elevado, é verdade...Mas o valor irá depender do tipo de ração.


  • Tem rações de baixa qualidade, a maioria vendidas em supermercados
  • Rações premium e super premium, que são de ótima qualidade, mas possuem um preço mais elevado.
  • Ainda tem as rações coadjuvantes, que são aquelas que ajudam, dão um suporte no tratamento de cães e gatos.
  • Exemplos:
  • Rações hipoalergênicas, que ajudam pets que têm alergias alimentares, de pele ou problemas no trato gastrointestinal.
  • Rações para animais obesos, desenvolvidas para perda de peso ou para manutenção de peso.
  • Rações renais
  • Rações gastrointestinais
  • Rações Hepáticas


Uma dica importante que dificilmente os tutores sabem, é que quanto mais colorida a ração, mais sal, temperos e corantes ela tem. Tudo isso, a longo prazo, pode resultar em problemas de trato urinário, trato renal, de pele e até perda de pelo.


Normalmente o tutor opta por esse tipo de ração devido ao seu valor mais baixo, porém, é uma falsa economia, já que o pet precisará comer o triplo para sentir-se saciado, pois elas contém pouca carne, em sua maioria é fibra vegetal, farelo de arroz, de soja, por exemplo.


Mas caso você não possa investir em uma ração mais cara, prefira as de uma só cor. 


Custos veterinários secundários

 

Pode ter certeza que algum dia da sua vida você terá interesse em comprar aquelas roupinhas sem grandes finalidades práticas e com muitas finalidades estéticas para o seu pet...Falo por experiência própria rsrs


Acessórios


Além disso, os acessórios como caminhas e brinquedos poderão existir. Aí vai do seu autocontrole e criatividade para evitar o consumismo de coisas supérfluas.


Imprevistos


Mesmo que você cuide perfeitamente bem do seu pet, seguindo todos os cuidados veterinários básicos que comentamos acima, os imprevistos acontecem...E eles podem custar caro, tenha isso em mente!


Dicas para economizar


  1. Adote
  2. Compre rações que não sejam coloridas. Ou opte por pacotes grandes, que normalmente são mais baratos. E armazene corretamente!
  3. Dê banhos em casa
  4. Contrate um seguro pet: existe no mercado pacotes de R$ 99 que oferecem muitos benefícios
  5. Evite o consumismo de coisas supérfluas
  6. Leve seu pet para passear


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Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
vacinacao-veterinaria-em-domicilio-tire-todas-as-suas-duvidas
Por Ana Castro 25 de maio de 2021
A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
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