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Posse responsável de animais de estimação, o que é?

Ana Castro • 22 de outubro de 2021

Introdução

Na vida, sempre que topamos algum tipo de parceria, temos em mente todos os deveres e responsabilidades dos envolvidos...A posse responsável de animais de estimação é uma dessas parcerias que nós, seres humanos, firmamos com os pets.


Os animais de estimação estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros, já somam mais de 132 milhões de pets, segundo levantamento feito em 2020 pelo IBGE sobre População de animais de estimação no Brasil. Essa realidade traz junto outras mudanças importantes na relação entre homem e animal: a humanização dos bichinhos de estimação, que hoje já são considerados membros participantes das famílias.


Mas, em contrapartida, ainda temos de lidar com a triste realidade dos mais de 30 milhões de pets abandonados nas estradas do Brasil.


Vamos entender melhor o que é a posse responsável e qual a sua importância?


A humanização dos pets


Hoje em dia, as famílias optam por ter cada vez menos filhos e mais pets. Além disso, o animal passou a ser um membro do contexto e
orçamento familiar. Participando da rotina interna da casa, tendo a sua própria rotina de necessidades, como banhos, consultas, vacinas, passeios, etc…


Toda essa mudança cultural e o ganho de espaço que os pets tiveram no cotidiano da sociedade, trouxe uma visibilidade maior para a importância que há no tema “posse responsável”.


E você deve estar se perguntando o que exatamente significa essa expressão. Vamos descobrir?


O que é posse responsável?


A posse responsável, como citamos brevemente lá no início deste texto, diz respeito a todos os deveres e responsabilidades que envolvem a criação de um animal de estimação. Esses deveres dizem respeito a provisão de alimentação, bem-estar, segurança, qualidade de vida e saúde do pet.

Qual a responsabilidade do dono ou detentor de animal?

O substitutivo ao projeto de lei n° 121, de 1999 lei da posse responsável, diz que:

posse, o transporte e a guarda responsável de cães. 

 

O Congresso Nacional decreta:

 

Art. 1 °. É livre a criação e reprodução de cães de quaisquer raças em todo o território nacional.

 

Parágrafo único. Desde que obedeçam às normas de segurança e contenção estabelecidas nesta Lei, os cães poderão transitar em logradouros públicos independentemente de horário.

 

Art. 2°. Os cães de qualquer origem, raça e idade serão vacinados anualmente contra raiva, leptospirose e hepatite.

§ 1°. A vacinação será feita sob a supervisão de médico veterinário, que emitirá o respectivo atestado;

§2º. O atestado de vacinação antirrábica deve conter dados identificadores do animal, bem como dados sobre a vacina, data e local em que foi processada, sua origem, nome do fabricante, número da partida, validade, dose e via de aplicação.

 

Art. 4°. O cão, de qualquer raça, que for considerado perigoso na avaliação referida no artigo anterior estará sujeito às seguintes medidas:

I - realização de adestramento adequado, obrigatório;

II- condução em locais públicos ou veículos apenas com a utilização de equipamento de contenção, como guias curtas , coleira com enforcador, caixas especiais para transporte e uso de tranquilizantes, quando necessário;

III - guarda em condições adequadas à contenção do animal, sob estrita vigilância do responsável, de modo a tornar impossível a evasão;

IV- identificação eletrônica individual e definitiva, através de microchip projetado especialmente para uso animal, inserido sub-cutaneamente na base do pescoço, na linha média dorsal, entre as escápulas, por profissional credenciado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, obedecendo as seguintes especificações:

a) codificação pré-programada de fábrica e não sujeita a alterações de qualquer ordem;

b) isenção de substâncias tóxicas e uso de material esterilizado desde o fabrico, com prazo de validade indicado;

c) encapsulamento e dimensões que garantam a biocompatibilidade, e a não migração ;

d) decodificação por dispositivo de leitura , que permita a visualização dos códigos do artefato.

 

Art. 6°. O criador, proprietário ou responsável pela guarda do animal responde civil e penalmente pelos danos físicos e materiais, decorrentes de agressão dos animais a qualquer pessoa, seres vivos ou bens de terceiros.

§1°. O disposto no caput não se aplica, se a agressão se der em decorrência de invasão ilícita da propriedade que o cão esteja guardando ou se for realizada em legítima defesa de seu condutor.

§2°. Nos locais em que for necessária , haverá, exposta, em local visível, placa de advertência da presença de animal feroz.

§ 3°. Quando o cão for de uso das Forças Armadas ou órgãos de segurança pública, se sujeitará às normas próprias dessas corporações, ressalvados os casos de abuso.

 

Para acessar a lei completa, basta clicar aqui.

O que é ser um tutor responsável?


Um tutor responsável, antes de mais nada, tem ciência das responsabilidades que envolvem a guarda de um pet e toma essa decisão de forma consciente.


O tutor responsável cuidará também do bem-estar das pessoas ao seu redor, não permitindo que o seu pet perturbe a vizinhança ou apresente riscos para a saúde da população, já que a ausência de vacinação deixará o animal exposto a inúmeras
zoonoses.


A posse responsável envolve diversas ações que são básicas e óbvias, mas parece que pouco exploradas ainda pela maioria da população. Como recolher os dejetos do pet ao passear com ele na rua, não deixar o animal sozinho em casa caso ele não lide bem com a situação, já que os latidos incessantes trarão perturbação à vizinhança, manter a higiene e alimentação do animal em boas condições.


Além de cumprir com o
protocolo vacinal e com a rotina clínica do pet.


Cartilha sobre posse responsável de animais


A Fundação Renova desenvolveu uma cartilha sobre a posse responsável de animais de estimação, informando de forma muito lúdica e ilustrativa cada um dos pontos que devem estar presentes para que essa relação tutor > pet seja cada vez mais harmoniosa.


Para acessar, basta clicar no link a seguir:
https://www.fundacaorenova.org/wp-content/uploads/2020/04/cartilhaguardaresponsavel.pdf


Quando eu me torno responsável por um animal?


Quando alguém recolhe um animal da rua, mesmo sem a pretensão de ficar com ele, esse alguém já passa a ser responsável pelo animal.


Além disso, mesmo que a pessoa não consiga um adotante, ela não poderá devolver o animal para a rua, precisará se responsabilizar por ele e pelo seu bem-estar.


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Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
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Por Ana Castro 25 de maio de 2021
A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
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