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O que é necessário para viajar com o pet?

Ana Castro • 29 de abril de 2022

Você é aquele tutor que não curte a ideia de deixar o seu pet em hotelzinho ou aos cuidados de terceiros e ama viajar com o pet, para levar ele junto nas suas aventuras? Então vem com a gente que esse conteúdo promete muitas dicas para você!


Quando falamos em viajar com o pet, os requisitos variam de acordo com o tipo de animal e meio de transporte. Por isso, separamos o conteúdo da seguinte maneira:


  • O que levar na mala do seu pet
  • Viagens Nacionais
  • Avião e Ônibus
  • Carteirinha de vacinação
  • Atestado de saúde
  • Carro
  • Como transportar cachorro e gato no automóvel



Vamos lá?


O que levar na mala do seu pet


Antes de embarcarmos de vez nessa viagem, vamos dar uns passos atrás e pensar na mala do pet?


Alguns itens podem variar de acordo com o destino escolhido e com as atividades que você pensou em realizar com o seu pet. Também é importante verificar a temperatura do local escolhido, para evitar surpresas!


Identifique as suas malas


Uma dica muito interessante é você identificar as malas, tanto as suas quanto as do pet, com uma tag pendurada em alguma alça da bolsa.


Nessa tag o ideal é que constem os dados de contato com você e seu nome, já que é comum acontecerem perdas após despachar as bolsas, ou extravios. 


Feito isso, agora vamos pensar nos itens que irão compor a mala para viajar com o pet.


Itens de higiene


Afinal, a rotina de higiene deve se manter mesmo durante as viagens…

  • Escova e pasta de dente
  • Shampoo e toalhas
  • Lenço umedecido é bacana para limpar as patas quando forem entrar no carro ou no hotel


Mini farmacinha

  • Protetor solar específico de gato ou cachorro: indicado para todos os pets, principalmente os que possuem pelagem mais branca. Passar o produto sempre que for passear na área externa. Espalhar o produto por todo o corpo do animal, especialmente em áreas com menos pelagem, como o focinho.

  • Roupinhas com proteção ultravioleta: são uma opção para proteger contra as queimaduras do sol, porém:
  • Elas não protegem o focinho, os olhos e as orelhas...Alerta para os animais que tem falta de pigmento nessas regiões.

  • Podem esquentar um pouco mais, e em animais que têm problemas de pele, não é indicada, pois vai abafar ainda mais.

  • Tem cães que não estão acostumados, então pode ser estressante.

Avaliando todas essas questões, as roupinhas podem ser uma opção!

  • Repelente: assim como nós, os pets também estão expostos a picadas de animais contagiosos. É assim que ocorre a transmissão da leishmaniose canina, por exemplo. Por isso, o repelente é extremamente necessário e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações.
  • Coleira repelente: é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família.


A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos.

  • Pipeta repelente: com inseticida, o produto funciona de maneira semelhante a coleira repelente, devendo ser aplicado na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o pet não consiga lamber nem ingerir o conteúdo da pipeta.

    A pipeta tem ação imediata contra pulgas, carrapatos e principalmente contra o “mosquito” transmissor da leishmaniose.

  • Remédios para náuseas que sejam prescritos por um veterinário
  • Tapete higiênico ou outro método que o seu pet se adapte melhor

Alimentação

  • Pote de ração e de água
  • Ração


Há itens como guias, coleiras, roupinhas e outros que ficam a critério de cada tutor.


Viagens nacionais


Cada país possui as suas próprias peculiaridades e exigências, portanto, para que possamos atingir o nosso objetivo, o conteúdo será focado em viagens com o pet em território nacional.


Antes de mais nada, é preciso saber qual será o meio de transporte utilizado para viajar com o pet: você irá de avião, de ônibus ou de carro?


O que é necessário para viajar com o pet?

Avião e Ônibus


A primeira coisa que você terá de fazer é ir até a companhia escolhida para realizar a viagem e se informar sobre as passagens, pois normalmente há um limite máximo de animais por viagem, e também porque não são todas as companhias que levam animais.


Depois que você já se informou sobre as passagens, agora é hora de garantir que a documentação exigida esteja em dia. Veja quais são:

Carteirinha de vacinação


Sem estar com as vacinas obrigatórias (V10 e Antirrábica) em dia, tendo feito elas em até 30 dias antes da viagem, o seu animal não poderá viajar.


Isso é extremamente importante, tanto para o seu pet não contrair nenhum tipo de doença, quanto para garantir de que ele não irá levar nenhuma doença para o destino da viagem.


Além das vacinas obrigatórias que nós citamos aqui, existem outras que são muito indicadas, para que você não corra o risco do seu pet contrair uma zoonose e ainda estragar o passeio.


Veja as vacinas indicadas:
 

  • Vacina para gripe
  • Vacina para giárdia
  • Vacina para leishmaniose


Além dessas, qualquer outra que seja indicada pelo médico veterinário que cuida da saúde do seu pet. Afinal, vacina é prevenção!


Vermifugação


A vermifugação não é uma exigência, mas é importante que ela esteja em dia.


Tanto para cães, quanto para gatos, a recomendação é de que o vermífugo seja feito durante toda a vida do animal. Normalmente a cada seis meses, com duas doses, uma a cada 15 dias.


Além disso, outra recomendação é que a vermifugação seja feita 10 dias antes do parto da fêmea prenha, para evitar que os filhotes tenham complicações por vermes logo após o nascimento.


Os filhotes também devem ser vermifugados durante a lactação e nos períodos de 2, 4, 8 e 12 semanas
após o desmame, e a fêmea tem que ser vermifugada no mesmo tempo que a ninhada.


Lembrando que os filhotes precisam ser pesados, a mãezinha também, para fazer a dose certa do vermífugo.


Atestado de saúde


Com a vacinação e o vermífugo em dia, estará tudo pronto para viajar com o pet! 


O médico veterinário irá preencher esse documento, certificando que a saúde do animal está em boas condições para a viagem, e assinar.


Aqui vai um alerta importante:
a partir da data da assinatura do médico veterinário, o atestado de saúde tem validade de 10 dias! Então, se a sua viagem tiver uma duração maior que isso, se programe para encontrar uma clínica no destino da sua viagem e providenciar um novo atestado de saúde para a volta.


Carro ou moto


As exigências para viagens nesse formato seguem as mesmas que já citamos acima, nas modalidades de viagens através de ônibus ou avião, caso o veículo seja abordado em uma blitz será necessário apresentar os documentos que citamos (carteirinha de vacinação em dia e atestado de saúde animal).

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Como transportar cachorro e gato no carro


A regra é que o animal não consiga circular no automóvel.


Caixinha de transporte


Então você pode optar pelas caixinhas de transporte que tenham um tamanho adequado ao porte do animal.


A indicação é de que o tamanho da caixa proporcione ao animal liberdade para dar pelo menos um giro de 360°.


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Outra opção é o cinto de segurança para animal


Uma ponta é engatada no plug do cinto, e a outra é acoplada à coleira do pet. Porém, um alerta urgente: não acople na coleira plana tradicional, aquela que vai ao redor do pescoço do animal, acople apenas às coleiras peitorais. Assim, caso você precise realizar uma frenagem brusca, o seu pet não irá ser enforcado, mas ficará preso de forma segura!


Essas são as principais dicas para quem vai viajar com o pet. Se esse conteúdo foi útil para você, compartilhe nas suas redes sociais e fale conosco, vamos providenciar tudo o que o seu pet precisa para realizar uma viagem tranquila e segura.


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Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
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A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
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