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Zoonoses: o que são e quais as mais comuns

Ana Castro • 23 de agosto de 2021

Dados importantes

Apesar de ser um assunto de extrema importância, as zoonoses ainda são muito desconhecidas pela maioria dos tutores, que muitas vezes não foram alertados sobre os riscos dessas doenças.


Uma pesquisa realizada pelo
IBGE em 2018 revela que o Brasil já é o segundo país com a maior quantidade de animais de estimação, com um total 139,3 milhões de pets espalhados por mais de 48 milhões de lares brasileiros. E que, segundo a OMS, cerca de 60% das doenças infecciosas humanas são originadas em animais. Um exemplo claro sobre a urgência deste assunto está na pandemia do COVID-19, que acredita-se ter sido originada em morcegos e transmitida aos seres humanos por meio de pangolins (espécie de tamanduás escamados).


Por isso, se você é tutor de pet e está lendo esse artigo, já está dando um grande passo na prevenção das zoonoses no nosso país, no bem-estar do seu pet e da sua família.


Quais respostas você encontrará neste conteúdo:


  • O que são zoonoses?
  • Transmissão
  • Condições favoráveis para a proliferação das zoonoses
  • Como prevenir

  • Quais as principais zoonoses no Brasil?
  • Zoonoses mais comuns em cães e gatos
  • O que fazer em caso de diagnóstico positivo para uma zoonose?
  • Como funciona o Centro de Controle de Zoonoses?
  • Eutanásia
  • Exames médicos veterinários
  • Conclusão


Além disso, gostaríamos de indicar mais dois conteúdos aqui do nosso blog que poderão te ajudar a entender mais profundamente sobre o assunto:



O que são zoonoses?


A palavra zoonose é a combinação das palavras gregas zôon (animal) + nósos (doença), e se trata de doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos, ou dos humanos para os animais. Por esse motivo, representam uma grande ameaça à saúde e ao bem-estar da população. 


Transmissão


As principais formas de serem transmitidas são através de:


  • Mordeduras e/ou arranhaduras.
  • Vetores biológicos: insetos.
  • Contato com qualquer coisa contaminada: água, solo, produtos de origem animal, objetos, animais, etc...


Condições favoráveis para a proliferação das zoonoses


Alguns fatores que contribuem para a proliferação dessas doenças, são:


  • Crescimento urbano acelerado e desordenado.
  • Imigração da população do interior para grandes cidades.
  • Habitações em condições sanitárias precárias. 
  • Desmatamentos.
  • Trânsito de animais e pessoas.
  • Convivência com animais (hábitos/cultura).
  • Falta de controle sobre populações animais.


Como prevenir


  • Higiene pessoal e do ambiente.
  • Vacinação dos animais.
  • Controle de vetores e reservatórios.
  • Controle da qualidade da água e dos alimentos.
  • Cozimento adequado dos alimentos.
  • Não criar animais silvestres sem autorização do órgão competente.
  • Posse responsável de animais.


Quais as principais zoonoses no Brasil?


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de 200 tipos de zoonoses. O Manual da Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, nos mostra quais são as principais zoonoses monitoradas por programas nacionais de vigilância e controle do Ministério da Saúde no Brasil:


  • Peste
  • Leptospirose
  • Febre maculosa brasileira
  • Hantavirose
  • Doença de Chagas
  • Febre amarela, febre de chikungunya e febre do Nilo Ocidental
  • Toxoplasmose
  • Raiva
  • Leishmaniose


Outros exemplos de zoonoses são:


  • Ebola


Teve sua última epidemia no período de 2013 a 2016, e matou 11,3 mil pessoas na África.

  • HIV


Vírus presente em quase 38 milhões de pessoas no mundo, acredita-se ter surgido através dos chimpanzés.

  • Sarampo


Doença que está em todos os continentes do mundo, infectando de 20 a 30 milhões de pessoas e matando cerca de 1 milhão anualmente. Estudiosos dizem que o vírus chegou ao homem através da criação de gado.


Zoonoses mais comuns em cães e gatos


  • Micose


São aquelas manchas avermelhadas de irritação na pele humana, após ter contato com o pelo do animal infectado. Essa é uma zoonose comum e bem simples, e não prejudica gravemente a saúde humana.


  • Leptospirose


Leptospirose é a doença e Leptospira spp é a bactéria causadora da doença, comumente transmitida por cães, gatos e ratos. 


Quando o animal está infectado, a bactéria pode ser detectada na urina ou no sangue. Alguns dos sinais clínicos nos animais são: vômito, desidratação, falta de apetite, o animal bebe muita água e faz muito xixi.


Em muitos casos o animal parece assintomático, e esse é um grande problema, porque ele libera a bactéria na urina e pode acabar infectando pessoas ou outros animais.


Em seres humanos, essa zoonose causa fortes dores de cabeça, nas pernas, no corpo e compromete o fígado.


  • Doença de Lyme


Causada por um carrapato que pode ser encontrado nos animais domésticos, a doença de Lyme provoca o surgimento de coceira e de uma mancha avermelhada ou esbranquiçada no local da mordida. Inclusive, pulgas e carrapatos são vetores de diversas doenças, por isso é necessário cuidar para que o animal esteja sempre livre desses parasitas.


  • Raiva


Não tem cura e leva o ser humano ao óbito. O problema da raiva é que ela é transmitida pela saliva, lambedura ou arranhadura também, então o animal pode transmitir bem antes de manifestar os sinais clínicos.


  • Larvas migrans


Essas larvas são muito conhecidas como “bicho geográfico”, e podem causar diversos sintomas após penetrar a pele, depende muito do local.


Elas são encontradas nas fezes de cães e gatos, contaminadas com parasitas dos helmintos Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum.


  • Giardia


Giardia é o nome do parasita causador da doença. A principal complicação dessa doença é no intestino, com fortes infecções.

Ela se espalha através de alimentos, água ou pessoas contaminadas. Diarreia, fadiga, cólicas e arrotos são os principais sintomas.

É uma doença não tão grave e pode desaparecer sozinha dentro de algumas semanas. Em alguns casos mais graves, é feito o tratamento com medicamentos.


O que fazer em caso de diagnóstico positivo para uma zoonose?


Essa questão varia muito de cada doença, quem deverá orientar o tutor sobre como proceder é o Médico Veterinário responsável pelo diagnóstico da doença.


Como funciona o Centro de Controle de Zoonoses?


O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da Fundação Municipal de Saúde, é responsável por cuidar dos animais positivos para zoonoses, e realizar o controle dessas doenças. Alguns estados realizam a vacinação, de forma gratuita, de todos os pets que estão em um raio de 300 metros da região em que houve a confirmação de algum animal contaminado.


Esse órgão também é responsável por realizar campanhas de conscientização, através de palestras, informações importantes sobre Posse Responsável e dicas necessárias para que os pets tenham boa saúde e estejam por muito tempo ao lado de seus donos.


Eutanásia


Em caso de doenças que envolvem saúde pública, os animais são eutanasiados pelo CCZ. Exemplos: 



Exames médicos veterinários


O CCZ não oferece atendimento médico veterinário, apenas em casos específicos de zoonoses e castração, mas também varia muito de estado para estado.


Por exemplo, em Florianópolis, o CCZ cuida das doenças junto com o
Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), mas quem faz as castrações é o DIBEA (Diretoria de Bem-estar Animal). O CCZ e o DIBEA estão situados no mesmo terreno, na SC-401.


Conclusão


Agora que você entendeu melhor os riscos de não acompanhar de perto a saúde do seu pet, não dê bobeira, faça as vacinas e checkups de rotina.


Atendemos em domicílio, 24h por dia,
entre em contato conosco, através do WhatsApp 📲 (48) 991047478, ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsulta e vamos cuidar do seu pet. 


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Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
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A vacinação veterinária em domicílio surgiu para trazer mais tranquilidade aos tutores e ao pet. Leia o nosso conteúdo e tire todas as suas dúvidas.
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