Apesar de ser um assunto de extrema importância, as zoonoses ainda são muito desconhecidas pela maioria dos tutores, que muitas vezes não foram alertados sobre os riscos dessas doenças.
Uma pesquisa realizada pelo
IBGE em 2018 revela que
o Brasil já é o segundo país com a maior quantidade de animais de estimação, com um total 139,3 milhões de pets espalhados por mais de 48 milhões de lares brasileiros. E que,
segundo a OMS, cerca de
60% das doenças infecciosas humanas são originadas em animais.
Um exemplo claro sobre a urgência deste assunto está na pandemia do
COVID-19, que acredita-se ter sido originada em morcegos e transmitida aos seres humanos por meio de pangolins (espécie de tamanduás escamados).
Por isso, se você é tutor de pet e está lendo esse artigo, já está dando um grande passo na prevenção das zoonoses no nosso país, no bem-estar do seu pet e da sua família.
Além disso, gostaríamos de indicar mais dois conteúdos aqui do nosso blog que poderão te ajudar a entender mais profundamente sobre o assunto:
A palavra zoonose é a combinação das palavras gregas zôon (animal) + nósos (doença), e se trata de doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos, ou dos humanos para os animais. Por esse motivo, representam uma grande ameaça à saúde e ao bem-estar da população.
As principais formas de serem transmitidas são através de:
Alguns fatores que contribuem para a proliferação dessas doenças, são:
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de 200 tipos de zoonoses. O Manual da Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, nos mostra quais são as principais zoonoses monitoradas por programas nacionais de vigilância e controle do Ministério da Saúde no Brasil:
Teve sua última epidemia no período de 2013 a 2016, e matou 11,3 mil pessoas na África.
Vírus presente em quase 38 milhões de pessoas no mundo, acredita-se ter surgido através dos chimpanzés.
Doença que está em todos os continentes do mundo, infectando de 20 a 30 milhões de pessoas e matando cerca de 1 milhão anualmente. Estudiosos dizem que o vírus chegou ao homem através da criação de gado.
São aquelas manchas avermelhadas de irritação na pele humana, após ter contato com o pelo do animal infectado. Essa é uma zoonose comum e bem simples, e não prejudica gravemente a saúde humana.
Leptospirose é a doença e Leptospira spp é a bactéria causadora da doença, comumente transmitida por cães, gatos e ratos.
Quando o animal está infectado, a bactéria pode ser detectada na urina ou no sangue. Alguns dos sinais clínicos nos animais são: vômito, desidratação, falta de apetite, o animal bebe muita água e faz muito xixi.
Em muitos casos o animal parece assintomático, e esse é um grande problema, porque ele libera a bactéria na urina e pode acabar infectando pessoas ou outros animais.
Em seres humanos, essa zoonose causa fortes dores de cabeça, nas pernas, no corpo e compromete o fígado.
Causada por um carrapato que pode ser encontrado nos animais domésticos, a doença de Lyme provoca o surgimento de coceira e de uma mancha avermelhada ou esbranquiçada no local da mordida. Inclusive, pulgas e carrapatos são vetores de diversas doenças, por isso é necessário cuidar para que o animal esteja sempre livre desses parasitas.
Não tem cura e leva o ser humano ao óbito. O problema da raiva é que ela é transmitida pela saliva, lambedura ou arranhadura também, então o animal pode transmitir bem antes de manifestar os sinais clínicos.
Essas larvas são muito conhecidas como “bicho geográfico”, e podem causar diversos sintomas após penetrar a pele, depende muito do local.
Elas são encontradas nas fezes de cães e gatos, contaminadas com parasitas dos helmintos Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum.
Giardia é o nome do parasita causador da doença. A principal complicação dessa doença é no intestino, com fortes infecções.
Ela se espalha através de alimentos, água ou pessoas contaminadas. Diarreia, fadiga, cólicas e arrotos são os principais sintomas.
É uma doença não tão grave e pode desaparecer sozinha dentro de algumas semanas. Em alguns casos mais graves, é feito o tratamento com medicamentos.
Essa questão varia muito de cada doença, quem deverá orientar o tutor sobre como proceder é o Médico Veterinário responsável pelo diagnóstico da doença.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da Fundação Municipal de Saúde, é responsável por cuidar dos animais positivos para zoonoses, e realizar o controle dessas doenças. Alguns estados realizam a vacinação, de forma gratuita, de todos os pets que estão em um raio de 300 metros da região em que houve a confirmação de algum animal contaminado.
Esse órgão também é responsável por realizar campanhas de conscientização, através de palestras, informações importantes sobre Posse Responsável e dicas necessárias para que os pets tenham boa saúde e estejam por muito tempo ao lado de seus donos.
Em caso de doenças que envolvem saúde pública, os animais são eutanasiados pelo CCZ. Exemplos:
O CCZ não oferece atendimento médico veterinário, apenas em casos específicos de zoonoses e castração, mas também varia muito de estado para estado.
Por exemplo, em Florianópolis, o CCZ cuida das doenças junto com o
Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), mas quem faz as castrações é o
DIBEA (Diretoria de Bem-estar Animal). O CCZ e o DIBEA estão situados no mesmo terreno, na SC-401.
Agora que você entendeu melhor os riscos de não acompanhar de perto a saúde do seu pet, não dê bobeira, faça as vacinas e checkups de rotina.
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