Layout do blog

Ansiedade de separação: tudo o que você precisa saber

Ana Castro • 20 de abril de 2021

Ansiedade de separação: tudo o que você precisa saber


A ansiedade de separação nos pets é um problema cada vez mais comum nas cidades. Durante a pandemia do covid-19, as famílias passaram a ficar mais tempo dentro dos seus lares, trabalhando e estudando. Esse “êxodo ao lar”, fez com que os animais passassem mais tempo com os seus tutores, e é exatamente aqui que devemos ter muita atenção, afinal, quando as rotinas voltarem ao normal, o comportamento dos pets pode ser afetado. 

Mas, além dessa situação bem atual, a ansiedade de separação pode acontecer após uma mudança de casa, alguma mudança na rotina do tutor, como uma viagem longa, necessidade do pet ficar em hotéis de cães com muito animais e alto índice de estresse, mudança na dinâmica da casa com o nascimento de um bebê, entrada de um novo pet na família, entre outros.


Para falarmos sobre esse assunto tão atual, neste texto você entenderá:


  • Quais são as origens dos cães domésticos e como elas impactam no comportamento do seu pet;
  • O que é ansiedade de separação;
  • Os principais sinais da ansiedade de separação em cães;
  • Como prevenir a ansiedade de separação no seu pet;
  • Quanto tempo dura a ansiedade de separação;
  • Como tratar a ansiedade de separação.


Origem dos cães domésticos e como elas impactam no comportamento do seu pet:


Segundo cientistas, é provável que a domesticação dos cães tenha sido um longo processo que teve início com um grupo de lobos que se associou aos humanos na hora de caçar. Assim, os dois lados saiam ganhando.

Após esse primeiro contato, os cães passaram por longos processos de cruzamento, a fim de realizar seleções de características cada vez mais favoráveis para a ligação entre cães e humanos.


Dentre essas características resultantes dos cruzamentos, podemos citar: 


  • Cães pequenos como o poodle e o pug foram criados para ser animais de estimação;
  • Cães como o cocker spaniel e o beagle, por exemplo, foram criados para caçar;
  • O husky siberiano puxa trenós;
  • Os cães pastores cuidam de rebanhos em fazendas;
  • Os terriers caçam roedores.


Hoje em dia, muitos desses cães realizam outras funções na nossa sociedade, como farejar drogas, auxiliar em resgates e ajudar pessoas com deficiências visuais a se locomover.

Mas dentre todas as essas características específicas de cada espécie, temos uma macro: hoje em dia, os cães são animais totalmente adaptados ao convívio com os seres humanos, tornando-se verdadeiros companheiros e apegados à família humana.


O que é ansiedade de separação em cães?


A ansiedade de separação em cães é uma condição de pânico que apresenta sinais comportamentais, físicos e fisiológicos.

Porém, os pets que estão sofrendo deste pânico, demonstram apenas quando estão sozinhos, ou quando ele não pode estar diretamente em contato com as pessoas da família, com portas fechadas por exemplo.

Há casos em que o animal possui uma ligação emocional muito forte com alguém específico da família, e pode demonstrar os sinais da ansiedade de separação quando essa pessoa se ausenta.

Mas, quais são esses sinais?


Conheça os principais sinais da ansiedade de separação em cães


Os sinais mais comuns são:

  • Urinar e defecar fora do local adequado
  • Destruir objetos pela casa
  • Latir sem parar, uivar, etc.
  • Excesso de salivação
  • O animal fica ofegante por muito tempo
  • Não se alimenta direito
  • Lambe excessivamente as patas
  • Se automutila
  • Apresenta queda irregular de pelo
  • Pode agravar doenças crônicas já existentes, ou desenvolvê-las, como dermatites e problemas renais.


Como a maioria dos sinais acontecem enquanto o tutor está fora de casa, é comum que ao chegar em casa encontre vestígios da crise, como xixi fora do lugar, vizinhos irritados, plantas derrubadas, e outros.


Mas, o que observar quando você está em casa?

Na presença dos tutores, os cães com ansiedade de separação podem ser completamente normais. Mas há alguns sinais que você pode observar, como por exemplo:


  • Estarem sempre junto da família, sendo a verdadeira sombra pela casa
  • Necessidade de estar sempre em contato físico com a família: pedem carinho, lambem...
  • Ao contrário do cenário de destruição que você presencia quando chega em casa, na sua presença o pet não realiza nenhuma arteirice. 


Todos esses sinais são alertas para uma possível ansiedade de separação. Já que o diagnóstico real só pode ser realizado por um profissional da área da medicina veterinária


Como prevenir a ansiedade de separação no seu pet?



As dicas que vamos dar abaixo, são úteis para a vida toda do seu pet, não para esse momento delicado em específico.


  • Não puna!
    O ato de punir o animal, pode muitas vezes reforçar o comportamento indesejado ao invés de corrigi-lo. Ao invés disso, aprenda técnicas de reforço positivo, para que o seu pet entenda, através de treinamentos diários, quais são os comportamentos que você quer ver mais frequentemente.
    Caso ele não tenha se comportado corretamente no período em que ficou sozinho, simplesmente ignore-o, evitando o reforço do comportamento.

  • Reforce a independência:
    Acostume o seu pet a ficar determinados períodos sozinho. Você pode fazer isso saindo de casa periodicamente, e mantendo os mesmos hábitos de colocar os calçados, pegar as chaves e carteira, por exemplo.

  • Tenha uma rotina saudável com o seu pet:
    Com rotinas de passeios e brincadeiras, tanto com as pessoas da família como as de fora também.


Como tratar a ansiedade de separação?
Caso o seu pet já esteja dando os sinais de ansiedade de separação, aqui vão algumas dicas para você agir com ele:

  • Não limpe a bagunça na frente dele:
    Isso poderá reforçar as atitudes inadequadas.

  • Antes de sair de casa:
    Ignore o cão por cerca de 30min e evite dar petiscos e excesso de carinho. Saia tranquilamente e deixe muitos brinquedos a disposição dele.

  • Ao retornar para casa:
    Ignore o pet até que ele se acalme da exaltação de rever o tutor e não o puna pelas arteirices, caso haja alguma visível.

  • Busque por um profissional de segurança:
    Nesses momentos, a ajuda profissional é de extrema importância. Evite profissionais que queiram inserir na rotina do animal atos de punição.
    É possível que seu pet tenha que tomar medicamentos para auxiliar no tratamento, mas eles só devem ser prescritos por um médico veterinário que tenha conhecimentos na área.


Aqui na Ana Castro Vet, nos preocupamos muito em tornar todos os atendimentos o mais tranquilos possível para o pet e para o tutor também. Se para nós já é desconfortável ter que frequentar um ambiente hospitalar, quem dirá para os nossos pets que são totalmente emoção.

O atendimento em domicílio tem diversas vantagens, principalmente na tranquilidade para o pet que permanecerá no seu ambiente familiar. Veja abaixo como é simples agendar uma consulta:


✅ Entre em contato através do WhatsApp 📲 (48) 991047478, ou se preferir, acesse o nosso site: https://www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsulta

Por Ana Castro 29 de maio de 2023
MITOS E VERDADES NA DERMATOLÓGIA VETERINÁRIA
Por Ana Castro 3 de maio de 2023
Medicina veterinária e a Dermatologia como Especialidade.
Quais são as principais doenças de pele em cães e gatos?
Por Ana Castro 30 de maio de 2022
Predisposição genética, infecção por parasitas e a desinformação por parte dos tutores são alguns dos principais fatores causadores das doenças de pele em cães e gatos.
o-que-e-necessario-para-viajar-com-o-pet
Por Ana Castro 29 de abril de 2022
Você é aquele tutor que ama viajar com o pet, para levar ele junto nas suas aventuras? Então vem com a gente que esse conteúdo promete muitas dicas para você!
caes-braquicefalicos-e-o-calor
Por Ana Castro 28 de fevereiro de 2022
Os cães braquicefálicos sofrem muito, principalmente no verão. E, tendo em vista as altas ondas de maus-tratos aos animais, ainda precisamos reforçar os cuidados.
fiv-e-felv-virus-da-imunodeficiencia-aids-e-leucemia-felina
Por Ana Castro 10 de dezembro de 2021
A FIV e a FELV felina são algumas das doenças mais comuns em gatos no Brasil. E devido ao fato de não possuírem cura, elas assustam e causam muitas dúvidas.
posse-responsavel-de-animais-de-estimacao-o-que-e
Por Ana Castro 22 de outubro de 2021
Na vida, sempre que topamos algum tipo de parceria, temos em mente todos os deveres e responsabilidades dos envolvidos...A posse responsável de animais de estimação é uma dessas parcerias que nós, seres humanos, firmamos com os pets.
principais-custos-veterinarios-quanto-custa-ter-um-pet
Por Ana Castro 15 de setembro de 2021
Ter um pet em casa se equipara aos custos e exigências de atenção e cuidado que uma criança requer. Leia o texto e saiba mais!
zoonoses-o-que-sao-e-quais-sao-as-mais-comuns
Por Ana Castro 23 de agosto de 2021
Apesar de ser um assunto de extrema importância, as zoonoses ainda são muito desconhecidas para a maioria dos tutores. Entenda mais agora mesmo!
Por Ana Castro 7 de julho de 2021
A leishmaniose visceral canina (LVC) Talvez você já saiba bastante sobre a leishmaniose, mas tenha ficado surpreso quando leu o título “leishmaniose canina”, afinal, essa doença em cães é realmente um pouco desconhecida para a maioria dos tutores. Mas, apesar de ser pouco falada e conhecida popularmente, a leishmaniose canina é uma doença muito séria no Brasil. Em 2017, 90% dos casos de leishmaniose canina registrados na América Latina ocorreram no Brasil, mais tarde, em 2012, foi registrada uma taxa de 7,1% de letalidade da doença no país. Pensando na importância da questão, preparamos este conteúdo para ajudar você a cuidar do seu pet. Ao longo do texto, você encontrará respostas para as seguintes questões: O que é leishmaniose canina Como prevenir a leishmaniose canina Quais são os sintomas da leishmaniose canina A leishmaniose canina tem cura? Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose Canina? Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Antes de seguirmos com o nosso tema, eu gostaria de indicar para você outros textos que estão em alta no nosso blog, e que podem te ajudar: Vacinação veterinária em domicílio: tire todas as suas dúvidas Entenda a ansiedade de separação em cães O que é leishmaniose canina? Essa doença, também conhecida como calazar, é causada principalmente pelos insetos transmissores denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como "mosquito" palha, tatuquiras, birigui, entre outros, e ocorre quando um desses transmissores infectados pica o cachorro e libera esse protozoário na corrente sanguínea dele, resultando na doença. Além dos cachorros, esse parasita também afeta os seres humanos, por isso chamamos essa doença de zoonose, ou seja, uma enfermidade naturalmente transmissível entre os animais e o homem, ameaçando a saúde da população. Como prevenir a leishmaniose canina? Ao contrários do Aedes Aegypti, que precisa de água parada para depositar os seus ovos, o “mosquito-palha” deposita os seus ovos em qualquer tipo de matéria orgânica (folhas, galhos, raízes, cascas, fezes, alimentos), por isso, a nossa primeira dica para manter o seu animal seguro é: ambiente sempre bem higienizado e manter seu quintal livre de matéria orgânica. Além disso, há outras formas importantes de proteger o seu animal. Veja: Repelente líquido contra leishmaniose - pipeta: essa opção é ótima e útil para casos de viagens a lugares que você não conhece o histórico de contaminações, por exemplo. Esse é o caso de Florianópolis, local que possui grande número de casos da doença. Além de agir contra o transmissor da leishmaniose, a pipeta repelente evita também a presença de pulgas e carrapatos, e deve ser aplicada na nuca do pet a cada 30 dias. É importante garantir que o animal não consiga lamber ou ingerir o conteúdo da pipeta, pois pode apresentar vômito ou alguma alergia a aplicação do produto. Esse produto custa de R$ 50 a R$ 100, variando muito de marca para marca e da composição do produto. Coleira repelente: essa coleira é impregnada de inseticida e tem a função de espantar e matar o “mosquito-palha”, contribuindo para a segurança do seu cão e da sua família. A coleira dura de quatro a oito meses, de acordo com os cuidados que o tutor tiver com ela. Por exemplo, para conservá-la por mais tempo, é importante evitar que ela molhe, por isso, retire-a para os banhos. Caso o animal acabe ingerindo o material, os sinais clínicos mais comuns são: falta de coordenação dos movimentos, tremores, salivação excessiva, vômitos e rigidez dos membros posteriores. Caso isso ocorra, procure um médico veterinário o quanto antes, pois os sinais clínicos normalmente podem ser revertidos em até 48hrs. O valor das coleiras varia de R$ 80 a R$ 180, dependendo da marca, e você encontra facilmente em petshops, agropecuárias ou na internet. Vacinação: a vacina irá estimular a imunidade e tentar proteger o animal caso seja infectado. Mas, para evitar que a picada aconteça, é recomendada a dupla proteção, com o uso de repelente ou coleira e vacina. Nós realizamos a vacinação em domicílio, entre em contato e vamos agendar a do seu pet. Sinais clínicos Estima-se que 60% dos animais infectados não apresentem sinais da doença, são assintomáticos. Mas, em caso de sinais, os mais comuns são: Emagrecimento progressivo; Lesões na pele sem cicatrização (principalmente em ponta de orelhas); Crescimento exacerbado das unhas; Febre. Ao identificar qualquer mudança de comportamento no seu cão, entre em contato com um médico veterinário, afinal, conforme a doença avança, a imunidade do seu cão irá sendo comprometida. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue de sorologia, PCR ou teste rápido. Em fase mais adiantada: Crescimento demasiado das unhas, baço aumentado de tamanho, linfonodos aumentados (ínguas), falta de pelos em algumas áreas do corpo, úlceras de pele, inflamação dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal, edema de patas (inchaço causado por excesso de líquido), vômito e hiperqueratose (uma quantidade anormal de queratina, principalmente no focinho). Na fase final, ocorre paresia (incapacidade de mover) de membros posteriores, caquexia (perda da musculatura e gordura) e morte. A leishmaniose canina tem cura? Não existe cura, mas existe tratamento para os sinais clínicos! Antigamente, os cães infectados tinham automaticamente a recomendação para serem sacrificados, já que a doença apresentava muitos riscos de propagação para a população. Mas, graças a evolução da medicina veterinária, hoje existem medicamentos exclusivos para os animais, que não apresentam nenhum risco à saúde humana. Porém, o pet deve ser acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, pois o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença, que é crônica, mas impede que ela evolua e diminui a carga protozoária. Quanto custa, em média, o tratamento para a Leishmaniose canina? Por baixo, os custos para manter o tratamento de um animal de 10kg, giram no entorno de R$ 2.000 por mês. Esse valor varia de acordo com os sinais clínicos que o animal irá apresentar, conforme citamos mais acima no texto. Porém, o protozoário seguirá presente no organismo do cão, danificando o sistema imunológico e apresentando, muitas vezes, outros problemas como doença renal crônica. Por isso, dependendo do animal, o tratamento poderá chegar à R$ 10.000 por mês, tornando inviável para o tutor manter esse acompanhamento. Por que os cães com leishmaniose apresentam riscos à saúde humana? Não somente à saúde humana, mas também a outros cães, porquê o protozoário transmissor da leishmaniose segue no corpo do animal, tornando ele um reservatório da doença. Ou seja, sempre que o "mosquito-palha", transmissor da leishmaniose, picar o cão, ele irá se contaminar e poderá picar outros cães e humanos, gerando uma nova cadeia da doença.  A MELHOR FORMA DE EVITAR A DOENÇA É FAZENDO A PREVENÇÃO! E aí, o seu cachorro já foi vacinado? Você já faz uso da coleira ou da pipeta repelente? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto, e a manter o seu animal ainda mais seguro. Atendemos em domicílio, 24h por dia, entre em contato conosco , através do WhatsApp 📲 (48) 991047478 , ou se preferir, acesse o nosso site: www.anacastrovet.com.br/#AgendeConsult a e vamos cuidar do seu pet.
Mais Posts
Share by: